Meia dúzia de milhares

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Dei-me conta no fim-de-semana que já “somos” mais de 6.000.

Ora bem, eu que não sou blogger, que não tenho nada de interessante para dizer às pessoas, sou seguida, em maior ou menor medida, por cerca de… s e i s m i l p e s s o a s. Eu repito, não por vaidade, mas para ver se eu própria interiorizo a coisa.

Numa altura em que há blogues por todos os lados e que, muitos deles, têm milhões de seguidores, isto é perfeitamente irrelevante, bem sei. Mas para alguém que decidiu publicar os textos que escrevia para si própria, sem ter uma justificação “de peso” ou um propósito definido, já é qualquer coisinha…Sempre disse que escrevia para mim (e para os meus filhos) e é verdade. Mas começando a ser lida por um número que eu, na minha pequenez, considero considerável, é inevitável pensar: que andaste para aqui a escrever durante este último ano, Maryzinha?!

E eis que se me instala um zumbido… um mal-estar persistente na zona abdominal! Não são gases! Não estou grávida! É aquele “friozinho” na barriga de quem está prestes a fazer uma oral ou a entrar para o exame da Ordem ou a fazer qualquer outra macacada equivalente. Deve ser do peso da responsabilidade!

É que eu olho para mim e vejo uma miúda com mais dúvidas do que certezas que, apesar de tentar acertar, passa a vida a fazer asneiras umas atrás das outras! O que é que será que eu ando a transmitir às pessoas??

Talvez o teu irmão estivesse certo e as folhinhas word fossem mais do que suficientes! Não podias ter ficado sugadita no teu canto?? Nãaaaaaaao, tinhas que vir para a world wide web expor a tua vida e o que achas sobre ela!!

Ao contrário do que eu pensei quando comecei o blogue, isto não me perturba pelas pessoas a quem a minha escrita irrita e a minha forma de estar na vida incomoda. Essas dou por inexistentes. Isto “incomoda” verdadeiramente (no sentido em que mexe comigo) com as mensagens das pessoas que agradecem os meus textos porque se revêem neles ou que me escrevem a pedir um conselho no seguimento de alguma coisa que eu publiquei. Aí sim, aí o peso da responsabilidade é tramado!!! Claro que é óptimo sentir-se que se pode ajudar alguém com a nossa própria experiência, mas é assustador pensar que possa haver quem me “siga”… A mim, que ainda estou à procura do meu caminho.

A essas pessoas gostava de dizer que não sou nem mais nem menos do que ninguém. Sou uma mulher normalíssima: baixinha, curvilínea (os eufemismo que nós arranjamos!), de 35 anos, divorciada, mãe de dois rapazes, profissional e pseudo-blogger nos tempos livres, que tenta desesperadamente conciliar todas estas vertentes e viver… Apaixonadamente, porque não sei estar na vida de outra forma.

Feliz e infelizmente, sou (porventura, demasiado) intensa e transparente e essa mistura faz com que seja relativamente fácil para mim escrever sobre o que sinto e que, pelo que vou constatando, não sou um caso isolado nem estou (por enquanto!) completamente louca. E por isso o que passa são sempre AFECTOS. Sempre. É à volta deles, ou da sua ausência, que gira a minha existência e é sobre isso que escrevo. Muitas vezes, as pessoas revêem-se naquilo que eu escrevo porque sentem o mesmo, mas não estão habituadas a verbalizar… afectos. Já eu, digo tudo!

É verdade que em muitos aspectos da minha vida continuo às apalpadelas, sem saber para onde vou, nem onde quero chegar. A única coisa que eu sei, desde há muito tempo, é que a felicidade do meu caminho não passa pelos lugares por onde vou passando, mas pelas pessoas que vou tendo ao meu lado a caminhar comigo. Lá está… afecto!

Por isso, e porque um “like” não deixa de ser uma forma de afecto (eu sinto-me acarinhada!) queria agradecer a TODOS os seguidores da página do FB, aos aventureiros que já foram ao (pseudo)blogue, aos perseverantes que lêem os meus textos até ao fim e aos destemidos que se atrevem a comentá-los!

Muito obrigada, mesmo!

Fazer este percurso acompanhada tem sido uma fonte inesgotável de alegria, gozo e muito ânimo para continuar.

Meia dúzia de milhares de beijinhos,

Maria

mary

Mary – esta personagem que me permite soltar a minha veia de “jogador da bola” e falar na terceira pessoa! – mas cada vez mais tenho procurado abolir os rótulos da minha vida. Posso acrescentar, ainda assim, que a Mary é uma mulher na (fabulosa!) casa dos 30, mãe convicta de dois filhos que ama de paixão e com uma profissão que lhe dá imenso gozo.

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