35 novinhos em folha!

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E eis que, depois de muito pensar neles, eles aqui estão.

35 anos, novinhos em folha!

Trin-ta-e-cin-co-a-nos já é alguma coisa!

E “alguma coisa” é aquela expressão estúpida – mas que neste caso se aplica na perfeição! – que dá para tudo: para o muito e para o pouco.

É que, se com 35 anos, já era suposto sentir-me crescidinha, parece que em 35 anos, (ainda) não cheguei onde era suposto ter chegado…

Mas o problema não é, não ter “lá” chegado (whatever that means).

O problema está em eu achar que “era suposto” ter chegado a algum lado ou estar a viver alguma outra realidade que não a minha.

Parvalhona, eu! Só mesmo ao estalo!

Hoje dei conta que, apesar de os meus 35 anos, não estarem a ser, como eu os idealizei aos 25, não os trocava por nada.

É que 35 anos não são, em bom rigor, “apenas” 35 anos. Isso é demasiado abstracto!

35 anos são cerca de 12.784 dias (mais coisa, menos coisa.. vá!) de uma vida… verdadeiramente vivida.

Uns melhores que outros, é certo, mas se há algum “segredo da felicidade” para isto de estarmos vivos, é de os vivermos TODOS. Um a um.

Pouco importa o plano que traçamos, a rectidão com que o cumprimos, ou os erros que nos esforçamos por não cometer.

Pior do que os erros que cometemos, são os dias que não vivemos… Viver “à séria”, entendamo-nos!

Ao contrário do que dizem os meus filhos numa música lindíssima que compuseram para mim:

“a minha mãe nunca conseguiu fazer uma única asneira”

já fiz – e continuo a fazer! – muiiiiiiiitas asneiras.

Mas de uma coisa estou certa: faço asneiras e erro porque escolho viver… Sempre.

Porque sonho e continuo a acreditar. Porque me entrego.

Por muitas voltas que dê, não há palavra melhor: porque VIVO.

Eu sou super desastrada e sempre parti imensas coisas (quem sai aos seus…) e lembro-me perfeitamente de me dizerem:

“só não parte coisas, quem não mexe na louça”.

Por muito ridícula que seja a metáfora, acho que, inconscientemente, sempre apliquei o mesmo princípio à vida.

Posso estilhaçar a louça toda (ainda ontem ficaram dois copos de vinho – daqueles bem grandinhos! – espalhados pela sala toda!), mas não é isso que me impede de ir buscar mais um… e continuar a “brindar”!

E assim estou eu, hoje, em dia de festa, a celebrar cerca de 12.784 dias de uma vida… muito vivida!

Cheia de erros e muitas asneiras, é certo, mas com muita entrega e verdade nos afectos.

Cada vez gosto mais de todos aqueles de quem gosto!!!

A Mary é, hoje, uma mulher de 35 anos que espera nunca deixar de ter o coração desta miúda.

 

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Mary – esta personagem que me permite soltar a minha veia de “jogador da bola” e falar na terceira pessoa! – mas cada vez mais tenho procurado abolir os rótulos da minha vida. Posso acrescentar, ainda assim, que a Mary é uma mulher na (fabulosa!) casa dos 30, mãe convicta de dois filhos que ama de paixão e com uma profissão que lhe dá imenso gozo.

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