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Tudo o que tem que ver com crianças tem o dom de me sensibilizar. Outro dia chamaram-me a atenção para este projecto “FROM KIBERA WITH LOVE”.

Sempre fui demasiado egoísta para fazer uma missão destas. Sempre tive amigas que o fizeram e sempre me arrependi de nunca o ter feito.

Mas a verdade é que eu acho que me seria muito difícil testemunhar estas realidades e depois voltar para a minha vidinha confortável, de menina de classe média de um país – um bocadinho mais – desenvolvido.

Ser-me-ia difícil isso e não vir de lá com 3 crianças ao colo, porque sempre tive o sonho, ou o projecto (talvez a palavra seja mais adequada) de adoptar uma criança num país onde o número de crianças adoptáveis fosse substancialmente superior ao de adoptantes… O que – felizmente! – não é o caso de Portugal.

Digo-o com conhecimento de causa, depois de ter participado numa “sessão A” na Santa Casa da Misericórdia. Tenho certificado! Adoro o nosso país, mas é nestas alturas que tenho pena que continuemos a ser tão pequeninos na forma de pensar. Crianças a precisar de amor são crianças a precisar de pais! Aqui, na China ou na “cochinchina”!… Mas, ao que parece, a política é a de favorecer a adopção nacional que, anualmente, deixa centenas de adoptantes em lista de espera, aguardando que as crianças portuguesas se tornem adoptáveis, quando há milhares delas por este mundo fora.

Bem, a verdade é que nunca cheguei a ir em missão e, se um dia adoptarei, ou não, uma criança, é algo que ainda está em fase de amadurecimento. Infelizmente, o sistema não podia ser mais desencorajador.

O que importa agora é que eu não fui em missão, mas há quem tenha ido. Quem tenha ido e percebido que, de facto, era preciso continuar a fazer qualquer coisa depois de voltar.

Acho a causa mais que meritória e o projecto muitíssimo sério. Por isso, e de forma a apoiar a causa From Kibera with Love, tenho o maior gosto em divulgar a próxima edição do Mini-Market Mini-Market que se realizará no dia 1 de Março, no Porto Palácio hotel.

From Portugal with love. To Kibera.

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Mary – esta personagem que me permite soltar a minha veia de “jogador da bola” e falar na terceira pessoa! – mas cada vez mais tenho procurado abolir os rótulos da minha vida. Posso acrescentar, ainda assim, que a Mary é uma mulher na (fabulosa!) casa dos 30, mãe convicta de dois filhos que ama de paixão e com uma profissão que lhe dá imenso gozo.

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