Corações a rebentar!!!

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Então diz que é hoje, o dia dos namorados!

Depois de dias e dias com as montras cheias dos clichés do costume (que vão do swatch especial, ao ursinho de pelúcia com um coração a dizer “I LOVE U”, passando pela lingerie mais atrevidota), eis que chega o Valentim!

Recuso-me a entrar em conversas sobre a importância do dia, da piroseira da data ou das tão badaladas 50 sombras de Grey!.. Btw, o que é que se passa com este filme que não há quem não se tenha pronunciado sobre a sua estreia e, normalmente, sempre em associação com o dia dos namorados??

A pergunta era de retórica. Acho o tema por demais banal para lhe dar tanta importância e, por isso, não vou obviamente entrar por aí.

Hoje apetece-me, sobretudo, falar de amor. E de namoro. Não necessariamente com outra pessoa, mas namorar, em última instância, consigo mesmo e, desde logo, com a própria vida.

Isto porque há muito que acho – e vem bomba desagradável! – que somos todos, regra geral, mal educados para o amor e, por consequência, para a arte de namorar.

Acho, sinceramente, que na maior parte das vezes estamos todos muito mais preocupados em sermos amados para depois amar. Esperamos, quase sempre, dar para depois receber. Como se namorar fosse uma transacção comercial… E quando condescendemos neste ponto, muitas vezes não abdicamos, ainda assim, de um bom contrato-promessa!

A propósito disto, outro dia, a meio do jantar, dei com o meu filho DM a perguntar ao irmão:

DM – MM, achas que o amor se pode comprar?

MM – Claro que não! O amor não se compra! O amor acontece e tu sente-se-o pelas outras pessoas…

Erros gramaticais à parte, não consegui deixar de notar que, para o meu filho de seis anos, amor era muito mais dar do que receber: ele disse “sente-se-o pelas outras pessoas”, não disse “as outras pessoas sentem por ti”.

E gostei.

Gostei de ouvir e de imaginar o bom que é quando nos permitimos enamorar. Pelas pessoas, claro, mas também por tantas outras coisas da vida!

Mas antes que eu continuasse a minha divagação mental, o MM continuou:

MM – … Ficas com o coração tão grande e cheio de coisas boas que parece que vai rebentar para cima dos outros órgãos todos!!!

Tentando passar por cima da imagem visual de ter o coração literalmente “a rebentar por cima dos outros órgãos todos”, confesso que não posso deixar de concordar.

Amar e namorar é, antes de mais, deixar transbordar o coração daquilo que de bom se sente, seja pelo que for.

Assim, quer estejamos solteiros, casados, emparelhados ou desamparados, o meu desejo é que neste dia de São Valentim, tenhamos a coragem de amar e permitamos que os nossos corações andem por aí, a explodir para cima de tudo quanto é órgão!!!

 

mary

Mary – esta personagem que me permite soltar a minha veia de “jogador da bola” e falar na terceira pessoa! – mas cada vez mais tenho procurado abolir os rótulos da minha vida. Posso acrescentar, ainda assim, que a Mary é uma mulher na (fabulosa!) casa dos 30, mãe convicta de dois filhos que ama de paixão e com uma profissão que lhe dá imenso gozo.

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