2015 – Ano de sonhos!

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Por aqui o ano começou em grande. Mais precisamente, com 3000 likes de grande!

A página do Facebook onde divulgo os textos que escrevo atingiu hoje este número simpático e redondinho.

Fico muito contente que as pessoas estejam a gostar de (me) ler, sobretudo porque eu estou a adorar escrever(-me)!

Como sempre disse, este é um blogue muito pouco blogue. É mais uma página pessoal onde vão ficando registados os nossos momentos mais nossos e tudo aquilo que nos faz rir, chorar e, consequentemente, crescer.

O ano ainda mal começou e já me fartei de rir (e aprender!) com estes miúdos.

Já não acho muito normal as crianças terem amigos imaginários “normais”, mas os meus filhos decidiram ter amigos imaginários… Como dizê-lo? Sui generis!

O meu filho mais velho, há uns tempos, começou a dar raspanetes para o vazio e, quando lhe perguntei o que se passava, disse com o ar mais normal do mundo:

MM – É o meu amigo-imaginário-animal-de-estimação que é meio-cão-meio-castor.

Se tiverem de reler a frase é normal… Eu também tive de lhe pedir que repetisse.

MM – (…) Não sabia, mãe?? Chama-se “Fungos”, é castanho e só faz asneiras!

Claro, meu filho!!!  Perfeitamente normal.

Resultado: cá em casa todos “adoptámos” o Fungos e passámos os três a gritar para o vazio sempre que víamos – ou imaginávamos que víamos! – o Fungos a fazer uma asneirada qualquer.

Hoje foi a vez do mais novo comunicar-me que a tia Ana Costa Pereira vinha jantar connosco. Quando perguntei quem era a tia Ana Costa Pereira (porque é que eu ainda faço estas perguntas, não é?!?), levei com um “olhar dahhh” e com a seguinte resposta:

DM – É a minha amiga-tia-imaginária. É casada com o tio António Costa Pereira e tem dois filhos: O Tiago e o Filipe. E eles vêm os quatro jantar cá a casa hoje.

Sorry, WHAT?!?

Ter amigos imaginários já não me parece uma coisa muito normal, mas ter como amigos imaginários animais de estimação e famílias inteiras (ainda por cima, tendo a perfeita noção de que eles são imaginários!), já me parece que estamos a entrar na twilight zone!

Mas entrámos. Hoje tivemos “toda uma conversa” sobre a tia Ana Costa Pereira. Como é, como não é. Como são os filhos. Quando faz anos. Foi bom demais!

Se aquela coisa de as crianças terem imaginação é sinónimo de inteligência, devo estar a criar os Einsteins do século XXI!! É que a conversa é de tal modo surreal, mas ainda assim coerente, que a pessoa fica na dúvida se a tia Ana Costa Pereira existirá mesmo ou não. Dei por mim a ponderar se deveria ligar ao pai das crianças para confirmar!.. Não fosse esta família existir e eu não saber!!

Depois de recebida a família Costa Pereira, iniciou-se “toda uma outra discussão” sobre a paternidade de Jesus (não me perguntem como!) e, não querendo rivalizar com o “Código Da Vinci”, os meus filhos têm a teoria de que Deus-Pai não pode ser pai de Jesus: (1) porque não tinha idade para isso (como é que eles sabem que idade tem Deus-Pai não faço a mínima ideia!!) e (2) porque o pai de Jesus é José. Aliás, Jesus chama-se Jesus precisamente porque é filho de José… É parecido!

Quando tentei intervir para rebater estes argumentos fortíssimos, fui “avisada” pelo meu filho mais novo:

DM – Oh mãe, os pais pagam o colégio e nós estamos lá para aprender!!! A mãe acha o quê??? O MM já não está nos 5 anos e eu já não estou nos 4!!! Já aprendemos muita coisa!

Ainda bem que pagamos e, graças a Deus (!), que o Colégio é católico! Imagine-se se não fosse!

Às vezes sinto que não estou a fazer o meu papel de mãe porque quando eles começam a “viajar na maionese” assim, eu limito-me a ouvir.

Aliás, limito-me, não. Delicio-me a ouvir. É bom, mas bom!

Têm mais que tempo para porem os pés na terra quando forem mais velhos!

Por enquanto, acho bem mais importante que continuem com a cabeça nas nuvens. E sonhem. Sonhem muito!

É este, aliás, o grande desafio que decidi propor a mim própria este ano: que seja um ano de sonhos.

De concretizações (era bom!). Mas mais do que isso, de perseverança no próprio sonho: de continuar a sonhar.

De acreditar no sonho, nos ideais, nos amigos invisíveis, nos sapos, nos príncipes encantados, no que for. Mas acreditar!

Afinal, os sonhos mais não são do que desejos do coração e, às vezes, tudo o que precisamos, é de acreditar em magia…

… para que ela aconteça.

 

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Mary – esta personagem que me permite soltar a minha veia de “jogador da bola” e falar na terceira pessoa! – mas cada vez mais tenho procurado abolir os rótulos da minha vida. Posso acrescentar, ainda assim, que a Mary é uma mulher na (fabulosa!) casa dos 30, mãe convicta de dois filhos que ama de paixão e com uma profissão que lhe dá imenso gozo.

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