Todos os textos de mães babadas são ridículos!

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Ora bem, se normalmente já sou uma mãezinha “babada-a-roçar-o-irritante”, hoje estou “para-lá-de-insuportável”!

Desculpem, a sério!

Aviso já que este post não interessa mesmo nada a ninguém, para além de nós os três, mas o intuito deste blogue sempre foi registar as nossas “coisas” e hoje o orgulho é tanto que não está a dar para conter. Temos pena! Podem sempre parar por aqui, juro que não me ofendo!

… Os destemidos que decidiram continuar a ler, depois não digam que eu não avisei!

É que o texto é essencialmente para dizer que tenho como filhos uns miúdos hiper-super-mega-espectaculares… Iguais a todos os outros! Quer dizer, eles serão diferentes – como todos! – mas o que quero dizer é que tenho a perfeita noção que não estou a criar meninos-prodígio e que os meus filhos não são melhores do que os de ninguém… Mas os meus são meus e, por isso, é deles que faz sentido falar.

E falar deles hoje não está fácil porque não consigo parar de babar!

A tarde começou com o teatro de Natal do mais novo que fez de pobre. Devo confessar-vos que foi dos pobres menos convincentes da história do teatro porque a criança não conseguia parar de sorrir! Esteve em palco imenso tempo, algumas vezes sozinho e espalhou charme pela audiência inteira!

Era o narrador a dizer que ele estava muito triste porque não tinha amigos nem nada que comer na noite de Natal e o meu rapaz acenava e exibia um sorriso de orelha a orelha. De vez em quando, e perante os meus olhares de mãe tirana de “concentra-te no que estás a fazer!”, ele ainda franzia o sobrolho e tentava fazer um ar sério, mas a coisa não durava mais do que dois segundos. O miúdo está sempre bem disposto e papéis dramáticos não são, claramente, o forte dele. Tudo indica que não serei a mãe da próxima estrela das novelas da TVI, mas tenho um filho super bem-disposto, o que para mim é bem mais importante, confesso!

 

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Já vinha bastante bem-disposta e não fazia ideia do que ainda estava para vir… Quando chegámos a casa o meu filho mais velho diz-me que tem TPC, mas que hoje a Professora também tinha mandado trabalhos para mim e tira de uma capa de plástico um molho de folhas agrafadas no canto superior esquerdo e diz-me apenas:

MM – A mãe tem que escrever o seu nome em todas as páginas.

M – Escrever o meu nome em todas as páginas? Mas porquê, MM?

MM – Não sei, mãe, porque a Professora mandou.

M – Deixe lá ver o que é isso… (disse eu com um ar entre o sério e o desconfiado)

E o MM passou-me os papéis para a mão, com o ar mais normal deste mundo.

Ora bem, a criança devia saber que há coisas que uma mãe não pode ver sem “aviso prévio”! Coração de mãe é coisa resistente (que remédio!), mas convém não abusar, tá?!?!

É que o “meu TPC” era, nem mais, nem menos, do que a primeira avaliação “à séria” que recebo do MM!!! Eram os testes do final do primeiro período e ao passar as páginas é isto que leio:

PORTUGUÊS – Muito Bom !   MATEMÁTICA – Muito Bom  !  ESTUDO DO MEIO – Muito Bom  !

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Aguenta Maryzinha!!!

Eu juro que sei que estou a ser irritante… E ridícula!

Sei que se lesse este post em vez de o estar a escrever, o acharia para lá de ridículo.

Mas não quero saber! Imaginem-me a fazer a dança da vitória mais ridícula que conseguirem encontrar no youtube, enquanto digo isto (com ritmo!):

As PRIMEIRAS notas que alguma vez tive que assinar enquanto encarregada de educação foram três “Muito Bons”!!! Na, na, na, na, na…

Eu avisei que estava para lá de insuportável!

O rapaz está na primeira classe, foram uns meros testes e isto é tudo ridículo, eu sei!!! Juro que sei!

Mas se até as cartas de amor podem ser ridículas, textos de mãe também têm que poder!

Isto é tão, mas tão ridículo..

… Que me sinto ridiculamente feliz!

My sons rock!

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Mary – esta personagem que me permite soltar a minha veia de “jogador da bola” e falar na terceira pessoa! – mas cada vez mais tenho procurado abolir os rótulos da minha vida. Posso acrescentar, ainda assim, que a Mary é uma mulher na (fabulosa!) casa dos 30, mãe convicta de dois filhos que ama de paixão e com uma profissão que lhe dá imenso gozo.

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