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Estes últimos dias têm sido de loucos! Entre trabalho (muito, mas muito giro!), festas de anos de filhos, festas de Natal do Colégio, jantares de Natal, preparação do Natal, etc, tenho tido dificuldade em chegar a todos os lados e, inevitavelmente, o blogue tem ficado para trás, com muita pena minha que estou cheia de saudades de escrever! Estou q’nem posso a fervilhar de coisas para contar!!!

Esta maratona para o Natal só parou mesmo agora e, ao contrário da maior parte das famílias, nós ainda não abrimos os nossos presentes. Não só porque não tive os meus filhos no dia 24 (eles estiveram lindamente com o pai, mas definitivamente divórcio e Natal não combinam!), mas também porque a nossa tradição sempre foi abrir os presentes no dia 25 de manhã.

Acontece que, na minha família, sempre dissemos uma coisa que eu acho que faz sentido e por isso transmiti aos meus filhos e que é que quem dá os presentes é o menino Jesus, não o Pai Natal. Hoje em dia pode parecer uma coisa do século passado mas, controvérsias religiosas à parte, acredito que o nascimento de Jesus trouxe muitas coisas boas e que os presentes que oferecemos uns aos outros mais não são do que a materialização ou a demonstração, se preferirem, do amor que sentimos uns pelos outros.

O problema, como devem imaginar, é manter esta versão quando (quase) todos os meninos falam (apenas) no pai Natal.

Curiosamente, para eles, meus filhos, foi facílimo perceber que o Pai Natal funciona, mais coisa menos coisa, como a UPS do menino Jesus que, em vez de carrinhas e fardas castanhas, usa renas e fatos encarnados! Nisto estão de acordo. Até já têm uma série de teorias sobre como é que o Pai Natal entra nos mais diversos tipos de casas.

Divergem apenas sobre quem escolhe os presentes: há um que diz que é o menino Jesus que os vai comprar e que o Pai Natal só distribui e outro que acha que o menino Jesus não tem idade para ir às compras e por isso dá um “pocket moneyzinho” ao Pai Natal para ir comprar os presentes, que depois, de modo eficiente, trata logo da sua distribuição.

Não alimento nem desencorajo estas teorias, há-de chegar o dia em que, tudo isto deixará de fazer sentido e cá estaremos para viver essa fase também.

Por enquanto, limito-me a divertir-me a ouvir as mil e uma teorias sobre a chave mágica que abre as portas das casas que, como a nossa, não têm lareira ou como já há zonas em que o Pai Natal usa Tuk-Tuks em vez de renas… Sim, os meus filhos acham que há zonas que o Pai Natal chega de Tuk-Tuk!!!

E delicio-me com a excitação da expectativa com que vivem esta noite.

Também por isso faço questão de manter a tradição de abrir os presentes no dia 25 de manhã. Porque assim ganhamos uma noite inteira em que vivemos a excitação da expectativa por antecipação durante muito mais tempo. Não deixa de ser uma lição para a vida: há coisas pelas quais vale a pena esperar, porque a própria espera é, ela própria, um acto de prazer antecipado.

Mas vamos ao que interessa: temos os sapatos a postos! Provavelmente nenhum dos três se portou tão bem quanto devia este ano, mas tenho a certeza de uma coisa: estamos os três a crescer juntos na direcção certa.

Não quer dizer que não tenha havido alguns despistes, mas estou muito contente com a rota que consegui traçar para nós!

Nesta noite tão especial, não quero deixar de desejar a todas as pessoas queridas que têm a paciência de ler o que eu escrevo, um Natal verdadeiramente… Natal.

 

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Mary – esta personagem que me permite soltar a minha veia de “jogador da bola” e falar na terceira pessoa! – mas cada vez mais tenho procurado abolir os rótulos da minha vida. Posso acrescentar, ainda assim, que a Mary é uma mulher na (fabulosa!) casa dos 30, mãe convicta de dois filhos que ama de paixão e com uma profissão que lhe dá imenso gozo.

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