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(Fáxavôr de ler com pronuncia algures lá de xima):

 

Tab’o primógénito cum xinco mejes
Xenti a barrriga a mexere
Axei tudo munto estranhu
E gajes num pudia sêre!

A tremere que nem baras verdes,
Lá o teste fui faxere
Ia tendo uma apoplexia
depois das duas linhas bêr.

Paxado o xoque dos nerbos
e de xabêre q’ias nascere
Ia xer mãe nobamente
Ca bom xentir-te crescere!

O mano inda era catraio
c’ao colo cria andar,
em xima da minha barrriga
lá te estaba a esmigalhare.

Faxes anos neste dia
Porq’a mãexinha axim quiz
porque pêlo Xenhor Dótorê
Nacias na noite feliz!

Às quinze i cinquent’e sete
À coisa de XINCO aninhos
Naceste um bebé amorojo
Q’e xabia dar miminhos!

Cum fórcepes e bentosas
Estabas todo amólgadinho
e mesmo cum focinho rrroxo
eras maij que perfeitinho!

Alembro-me cumo se foxe oje
Da primêira bex que te bi
Entrastes no meu curaçãum
E pur ti d’amôre morrri!

Ó meu amôre pucunino
O que tu já me bibestes
O tempo paxou a boar
E tu cum ele crecestes.

És bem-dizposto e dibertido
Com um coraçãum gigantão
Consegues tudo o queres
Com esse ar de garanhaum.

Est’ano és finalista
E nem me quero acreditar
A aventura que tem xido
O dejafio de t’educar!

Por falar em’ducação
Num me poxo esquexer
De rrretirar este pôste
Quando aprenderes a lêre!

Ó filho num t’enerbes
A mãexinha xabe excrebêre
Tudo isto é uma brincadeira
P’ra quem conxeguir perceber!

Mas p’rá além da brincadeira,
Á algo que te bou contar
Adoro xêre tua mãe
E p’ra xempre te bou AMAR!

mary

Mary – esta personagem que me permite soltar a minha veia de “jogador da bola” e falar na terceira pessoa! – mas cada vez mais tenho procurado abolir os rótulos da minha vida. Posso acrescentar, ainda assim, que a Mary é uma mulher na (fabulosa!) casa dos 30, mãe convicta de dois filhos que ama de paixão e com uma profissão que lhe dá imenso gozo.

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