match point

Domingo foi dia de duelos.

Um regresso ao passado que nos fez pegar nas raquetes e trocar uns volantes.

Soube bem relembrar os dias em que um jogo se decidia apenas entre as linhas de um campo de badminton e era – relativamente – fácil ganhar. Há provas (tiradas literalmente de um baú) que ainda se ganharam alguns jogos…

Mas ontem, no último e decisivo ponto, não cheguei a tempo à pena e – com pena também! – o match point foi decidido a favor do mano Bilúca.

Lembro-me perfeitamente de ser pequenina e de sonhar com o dia em que fosse grande (coisa que, sei agora, nunca chegarei a ser!).Tinha tantas certezas, planos arquitectados e projectos de vida milimetricamente desenhados.

Não resistindo à metáfora óbvia, parece que, algures a meio do jogo, as certezas se vão transformando em dúvidas e os amorti – curtos ou longos – da vida, acabam por nos trocar as voltas e… Os volantes!

Ou acabamos por ser nós a trocar as voltas à vida por nem sempre estarmos à altura dos desafios. Não importa. Não se trata de apurar responsabilidades, mas sim de perceber – mas perceber mesmo! – que um jogo é muito mais do que o seu resultado. Que a nossa história será sempre mais do que o seu desfecho. Pena que, fora das tais linhas, nem sempre seja fácil realizar que se pode ganhar o jogo, independentemente de se perder o match point.

Tenho amigos que, se lerem este texto, vão pensar que em vez de andarem a perder tempo comigo, deviam ter-me posto uma raquete nas mãos e mandar-me para uns treinos de badminton. Não é que me fizesse mal (!), mas todos sabemos que é impossível ganhar um jogo sem se ter os treinadores certos!

Este Domingo perdi mais do que ganhei, mas ganhei muito mais do que perdi.

 

 

mary

Mary – esta personagem que me permite soltar a minha veia de “jogador da bola” e falar na terceira pessoa! – mas cada vez mais tenho procurado abolir os rótulos da minha vida. Posso acrescentar, ainda assim, que a Mary é uma mulher na (fabulosa!) casa dos 30, mãe convicta de dois filhos que ama de paixão e com uma profissão que lhe dá imenso gozo.

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